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Repasses: Santa Casa de Rondonópolis participa da reunião da Comissão de Saúde ALMT

publicado em 20 de outubro de 2021

Na tarde desta terça-feira (19), a situação dos hospitais filantrópicos de Mato Grosso foi discutida durante reunião extraordinária da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa.

E contou com a participação da empresária Tânia Balbinotti, coordenadora do grupo SOS Santa Casa de Rondonópolis, e a superintendente da Santa Casa, Bianca Talita .

Segundo Tania, parte dos problemas enfrentados pelos hospitais filantrópicos é referente aos valores das tabelas pagas pelos atendimentos, que, segundo ela, estão defasados desde 2015.

Tânia Balbinotti, coordenadora do grupo SOS Santa Casa de Rondonópolis, e a superintendente da Santa Casa, Bianca Talita .

“Os hospitais ficam como se estivessem pedindo favor, mas estão prestando serviços. A maioria das UTI’s estão hoje nos hospitais filantrópicos. É preciso que sejam pagos os valores corretos. Os valores aumentaram muito nos últimos anos, principalmente de produtos hospitalares durante a pandemia da Covid-19”, ressaltou.

O presidente da Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Mato Grosso (FEHOSMT), Wellington Arantes, compareceu à reunião para agradecer à comissão e à Assembleia Legislativa pela aprovação do projeto de lei 817/2021. O PL foi aprovado em segunda votação no dia 29 de setembro e altera dispositivos da Lei nº 10.709/2018, que institui o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF-MT).

A medida vai permitir que os hospitais encerrem o ano “sem tantos problemas”. “Não é uma solução definitiva, mas vai nos dar fôlego para fazermos projetos de investimentos para o próximo ano, para podermos fazer mais cirurgias eletivas. O principal problema é o nosso custeio”, disse Wellington Arantes.

Os hospitais filantrópicos – responsáveis por 95% dos serviços de alta complexidade realizados no estado- ainda não receberam repasses do governo referentes aos meses de julho, agosto e setembro, devido à necessidade de aprovação desse projeto de lei.

Além disso, aguardam recebimento do montante remanescente da lei anterior, que, segundo informações enviadas pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) à Comissão de Saúde, é de R$ 69 milhões.