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Santa Casa Rondonópolis participa de estudo clínico para identificar a eficácia do uso de determinados medicamentos em pacientes no estágio grave da doença

publicado em 12 de janeiro de 2021

Dra. Daniele Monteiro de Barros Marques

A infecção por COVID-19 se manifesta principalmente como uma infecção do trato respiratório, embora novas evidências indiquem que essa doença tem envolvimento sistêmico envolvendo vários sistemas, incluindo os sistemas cardiovascular, respiratório, gastrointestinal, neurológico, hematopoiético e imunológico.

 

Estudos recentes têm demonstrado que em sua fisiopatologia predominam a inflamação e a trombogênese, principalmente nas formas graves de COVID-19. Assim, os pesquisadores levantaram a hipótese de que o uso de heparina e tocilizumabe poderia reduzir potencialmente a inflamação e a trombogênese em pacientes com infecção grave por COVID-19, melhorando os desfechos e a sobrevida dos pacientes.

 

Deste modo, a Universidade de São Paulo e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico estão patrocinando um estudo clínico para identificar a eficácia da heparina e tocilizumabe em pacientes com infecção grave pela Covid-19. O estudo, que deve durar pouco mais de um ano e teve início em outubro de 2020, está monitorando 308 participantes, com idades iguais ou maiores que 18 anos e que apresentaram resultados positivo para COVID-19 em PCR, em Swab nasofaríngeo ou secreção traqueal até 10 dias antes da inclusão e evidência radiológica de COVID-19, por radiografia de tórax ou tomografia computadorizada de tórax.

 

O estudo é coordenado pela médica PhD, Dra. Ludhmila Abrahão Hajjar, professora na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que monitora 22 centros participantes e um coparticipante. A Santa Casa Rondonópolis tem uma colaboradora entre o grupo de pesquisadores, Dra. Daniele Monteiro de Barros Marques. Ela explica, que com pouco mais de dois meses de estudo, os profissionais já puderam identificar uma queda na mortalidade de pacientes em estágio grave da doença.

 

“Tivemos um paciente da cidade tratando a doença em um hospital de fora. Na oportunidade, ele fez o uso de tocilizumabe e apresentou melhora após este fato. Desta forma, comentou com a Dra. Luhmila que iniciou os estudos e, mas que depressa, nos convidou a fazer parte. A partir daí, iniciamos o processo e, até o momento, todos os resultados preliminares secundários e análises apontam a eficácia desses medicamentos em pacientes gravemente enfermos com Covid-19, recebendo suporte avançado de vida em terapia intensiva. Saber que a Santa Casa Rondonópolis está contribuindo com os estudos para a Covid-19 e, com isso, ajudando a salvar vidas, é muito satisfatório”, concluiu Dra. Daniele Marques.